Ser normal?

Ás vezes queria ser igual a todo mundo. Não fisicamente falando, mas psicologicamente.
Talvez seria bom eu ter as mesmas idéias, ter a mesma idade que a meu corpo tem… Ou talvez eu me ache adulta e diferente demais dos outros.
Ultimamente, eu não tenho tido inspiração pra nada, mas estou aproveitando um pouco mais a minha vida longe do padrão textual cujo qual eu estava sempre presente. Obviamente sinto falta disso, mas dar um tempo ao tempo que eu precisava me fez um pouco bem. É claro que os textos me inspiram, me ajudam, me acalmam… Mas, ás vezes, até o padrão se torna monótono e sem nexo. As pessoas quase nunca conseguem sair do mesmo sem se tornarem um excesso pra humanidade.
Quando me vejo igual a todo mundo, percebo que eu não me encaixaria. É meu jeito pensar demais, falar demais, ter idéias malucas, agir por impulsividade, não assumir meus erros, falar palavras complicadas, escrever tudo que eu penso, me entregar totalmente, ser estranha, mudar de humor… Assim como deve ser o jeito de alguns dos leitores, pensar de menos, falar de menos, ter idéias coerentes, pensar antes de agir, assumir todos os erros, falar palavras fáceis, não saber escrever, não se entregar, ser normal, e não mudar de humor. Cada um com seu cada qual. Cada um com seu próprio jeito.
Afinal, cada um é normal do jeito que é.
Cada um é diferente do jeito que é.
Eu posso ser normal ou diferente sem me igualar a ninguém. Simplesmente, ser alguém que é normal e diferente ao mesmo tempo.
Ser humana.

Adição: e criar textos menos repetitivos.



 O mundo e os legos.

Resolvi notar as coisas que eu não sirvo. É claro que seria muito menos frustrante, eu começar pensando nas coisas que eu deveria servir, mas não. Quero começar da outra parte.
Bom, indo direto ao ponto: eu não sirvo pra poemas, eu não sirvo para louças, eu não sirvo para matemática, eu não sirvo pra Coca-cola, eu não sirvo para pagodes, eu não sirvo para paciência, eu não sirvo para números, eu não sirvo para mudez.
Tem tanta gente que serve pra menos, ou que serve para as coisas que eu não sirvo…
O que ninguém entende é que o segredo do mundo está no ato de servir. Se eu não sirvo, outro serve e eu não preciso me preocupar, afinal eu me encaixo em várias outras coisas. É como se vivêssemos numa caixa de Lego: cada peça se encaixa aonde dá. Se você não se encaixa aqui, se encaixa lá.
E eu fico feliz por saber disso. Afinal, mesmo quando eu começo um texto mostrando as coisas as quais eu não sirvo, nada fica frustrante, até porque eu posso começar outro texto ditando milhares de coisas que eu posso e consigo me encaixar.
Se eu pudesse escolher, seria uma peça de lego vermelha. As casas sempre ficam bonitas com essa peça.

Nota: a escritora não tem mais Legos em casa.



 O ato de dizer NÃO.


Sim,
Tudo na vida tem seu lado bom.
Não,
Somos obrigados a rir com as partes ruins.
Talvez,
Devêssemos ser felizes até mesmo com elas.
Quem sabe,
Não sofreríamos tanto por tão pouco… Ou muito.
Possivelmente,
Sorriríamos com mais freqüência e as coisas seriam um pouco mais fáceis.
Um dia,
Eu conseguirei fazer isso.
Por enquanto,
Só sei escrever.
Não,
Sei mais nada.
Mania,
De querer saber de tudo, menina. NÃO.
Legal,
Sair da rotina textual de vez em quando.
Talvez,
Sim, quem sabe.



 O tal errado

É engraçado ver o quanto temos medo da palavra “errado”. Costumamos fazer tudo para ouvir, justamente, o contrário: que tudo vai dar certo.
Porque temos tanto medo do errado? E será que é, justamente, por isso que essa palavra nos persegue tanto no dia-a-dia? Várias vezes, em alguma esquina carioca ou paulista, eu já ouvi falar sobre esse lance que o medo nos persegue; que as coisas que mais temos medo são as que mais se aproximam. Talvez seja, justamente, por isso que mostramos o nosso lado fraco a cada dia. O que me remete a pensar se isso é certo (ta aí, mais uma vez, a tal palavra me perseguindo). Longe de mim, criar um texto dizendo o que é certo e errado, (apesar de eu fazer isso constantemente), mas será que é certo criar todo esse estereótipo de fazer as coisas pra que elas não dêem errado? (esse texto já está muito repetitivo), o que quero dizer é que, normalmente, é esse nosso medo de que tudo dê errado que faz com que as coisas dêem, realmente, errado.
Acredito que, se a cada passo que dermos, tivermos o pensamento de que não nos importamos se aquilo vai dar errado ou não, simplesmente acreditarmos que só estamos dando um passo a mais, as coisas não dariam tão errado assim.
É claro que há suas exceções, mas de vez em quando, é bom agirmos sem pensar no que virá depois. Simplesmente fazer pra deixar acontecer.
Mas, isso é mais difícil do que parece, (longe de mim, querer desencorajar meus queridos leitores, claro), mas eu mesma tenho tentado há 16 anos. Mesmo assim, acredito que um dia chego lá.
Afinal, o que custa tentar?



 Meus 14 anos/ A tal felicidade / Meme

Meus 14 anos e meus textos



Hoje, acabei passando por uma série de nostalgias. Comecei a ver os arquivos do meu antigo fotolog e achei meus antigos textos.
Então, cá estou para dividí-los com vocês.
Escolhi apenas um, e postarei um por semana num novo tópico chamado: Os meus 14 anos .

Divirtam-se e digam a opinião sobre o assunto do texto e, se possível, sobre o meu método de escrever antigo (será que ele mudou mesmo?)


A tal felicidade


Todas as pessoas têm como meta a felicidade. O que seria a felicidade?
Cada pessoa define algo diferente para esse simples substantivo: Umas o amor; outras a família; outras o dinheiro… Porém, se pararmos para pensar, mesmo quando temos tudo que queremos, sempre falta alguma coisa que, quase nunca, faz com que nos consideremos pessoas “felizes”.
Mesmo tendo tudo o que queremos, ou não, nunca paramos de andar para poder ver qual será o final daquele trajeto que demoramos tanto para escolher… Isso é a tal felicidade?
É por isso que a minha visão da vida é um pouco diferente… O que busco na minha vida, não é a felicidade, (pois, ela não tem uma definição única e, sinceramente, nunca seria o suficiente), busco acima de tudo a alegria, vendo que ela realmente aparece várias vezes e me faz rir, chorar e agradecer por tudo que tenho.
E é, justamente por isso, por saber que o que busco no meu caminho é a alegria e não a felicidade, que todos os dias quando acordo, agradeço por ter dado mais um passo na minha vida; por ter conseguido chegar um passo a frente do que estava anteriormente.
O importante não é o final do caminho e sim a experiência que vem com cada passo que conseguimos dar.


Meme- Legião Urbana

O GreatDJ me indicou um Meme e eu fiquei super feliz porque eu nunca tinha sido indicada antes:

Nome da banda: Legião Urbana
1 - Descreva-se: A Cruz e a Espada
2 - O que as pessoas acham de você: Sagrado Coração
3 - Descreva sua última relação: Dado Viciado/ Comédia Romântica
4 - Descreva a atual relação: Esperando por mim
5 - Onde queria estar agora: On the way Home
6 - O que você pensa sobre o amor: A canção do Senhor da Guerra/ A Cruz e a Espada/ A ordem dos Templários
7 - Como é sua vida: Comédia Romântica
8 - Se tivesse direito a apenas um desejo: Um dia perfeito
9 - Uma frase sábia: Há tempos (nem os anjos tem, ao certo, a medida da maldade)
10 - Uma frase para os próximos: Quando o Sol bater na janela do seu quarto (… lembra e vê que o caminho é um só).


Indico pra quem quiser fazer, eu adoro todos vocês que comentam aqui, sério. haha



 O Diário

Estar no RJ se torna um pouco engraçado. Eu passei minha infância inteira aqui e uma boa parte da minha família se encontra por aqui até hoje.
Eu, típica paulista nascida em Guarulhos-SP, me considero (hipocritamente) uma carioca-nata. As minhas maiores lembranças da infância, (tirando o período maçante do primário escolar), são das minhas épocas aqui na cidade maravilhosa (que, sendo hipócrita novamente, tem deixado a desejar).
Meus avós moram no mesmo lugar até hoje e, pelas minhas contas, foram ao total, sete anos de natal na mesma casa; alguns anos de Ano Novo em Resende ou em Copacabana e mais algumas outras datas comemorativas (isso sem contar com as férias de julho, etc).
Se você, caro leitor, tem uma memória boa vai acompanhar, agora, a explicação, quase coerente, de porque isso tudo é engraçado (se você não tem boa memória vide a primeira linha do texto).
Bom, (péssima maneira de começar uma explicação), a minha família não é uma das mais comuns do mundo, mas também não foge tanto dos padrões familiares. Tenho um avô jornalista e um dos representantes principais da ONG Davida (e agora escritor); uma avó ex-puta, representante principal da ONG Davida e a principal fundadora da Daspu (moda para putas); um tio-avô biólogo; tinha um bisavô escritor; uma mãe professora de Latim e cantora nas horas vagas (há um certo tempo atrás, claro); uma tia super professora de História, em Vitória; etc. Longe de mim, estar aqui somente para expor meus familiares de um modo pouco poético, mas (tentando voltar a parte da explicação), com toda essa população familiar eram, realmente, difíceis nossos natais, anos novos, etc, serem um tanto quanto normais. Nele havia brigas (como em toda família), bebedeiras, choros, risadas (isso atribuiria mais uma profissão ao meu avô: o palhaço da turma).
E, hoje, alguns anos mais velha e sem toda essa turma junta, eu fico observando as coisas e me deixando levar pela nostalgia que era tudo isso. E é aí que entra a frase citada há alguns parágrafos acima: “Estar no RJ se torna um pouco engraçado”. Porque, no meio dessa nostalgia, eu me deparo rindo das mesmas piadas de anos atrás e chorando pelos mesmos motivos de anos atrás, o que me faz voltar à infância e me sentir no presente, me sentir uma criança novamente. Aquela mesma criança que batia o pé no supermercado pra ganhar o kit de jóias da Barbie, hoje bate o pé aqui mesmo (sem precisar se deslocar ao supermercado) por coisas bem mais reais e mais úteis (não que naquela época, pra mim, as jóias da Barbie não fossem úteis. Eu me sentia linda com elas), mas o que eu quero dizer é que os tempos passaram e ainda tenho aquela criança dentro de mim.
Mas agora, ela luta por problemas e vontades mais reais. E, eu ter lembrado disso bem aqui, torna a minha estadia no RJ um pouco engraçada.



 Vou me tornar humorista

Sorria

É engraçado como a vida dá reviravoltas.
Uma hora tudo está bem, O.k nem tudo, mas aí você vira e vê tudo desmoronando ainda mais do que antes.
Aí você para e se pergunta se há alguém por trás de tudo aquilo. E, se há, porque esse alguém te odeia tanto? O que você fez de tão errado assim?
Você não tem trabalho, não tem uma casa, seus amigos sumiram, não tem mais um amor (na verdade tem, mas só o que está dentro de você) e a tal lei da atração dá milhões de dólares para alguns e pra você não trás nem uma xícara de café. “O que está acontecendo com você?”.
Possivelmente, isso daria um bom título de filme. Em inglês, claro, (What’s happening with you?), até porque não podemos esquecer que, ALÉM DE TUDO, você é brasileiro (nada contra a nossa raça carnavalesca, mas convenhamos que ser brasileiro É FODA): você é o único que nunca tem nada, mas continua lá tentando e não desistindo nunca e, diga-se de passagem, ainda tendo que pagar R$ 0,20 centavos pelo pãozinho velho (isso sim me emputece!). Aliás, Raulzito e Paulo devem ter se remoído de felicidade ao verem o quanto estavam certos em criar uma música falando disso (indiretamente falando, claro).
Citando essas coisas indiretas, noto o quanto eu costumo sair dos contextos dos textos. A propósito, se alguém está lendo até aqui, eu gosto quando esses tipos de rimas se encaixam: “contextos dos textos”, “maresia da burguesia”, etc; eu costumo rir com essas palavrinhas. E, são justamente essas bobagens, que me fazem pensar se alguém, por livre e espontânea vontade, realmente se interessaria pelas crises psico-traumáticas (ah, eu adoro falar isso) de uma garota de 16 anos que, realmente, se descreve como psico-jornalista. Oh, quanta audácia, não sei nem se o “psico” se encaixa.
Mas, voltando ao tema principal, (diga-se de passagem, que antes de eu passar o texto para o computador, havia um trecho interessantíssimo sobre redações de vestibulares, mas achei que o texto ficaria pesado demais*), essa tal reviravolta (vide primeira linha) me irrita de uma maneira absurda.
Então, quando o trevo de quatro folhas, o pé de coelho, a ferradura ou a lei da atração não funciona, só nos resta sentar e rir da situação. Pelo menos você pode fazer da sua vida um reality show ou virar um humorista (nada contra os mesmos dessa profissão, claro). Quem sabe, minhas piadas, baseadas em fatos reais, seriam no mínimo engraçadinhas.

* Se um dia eu me tornar famosa, quem sabe, alguns fãs malucos encontrarão meus manuscritos e esse trecho sobre a redação de vestibular seria publicado e leiloado no E-bay, matando a curiosidade de todos vocês (se é que alguém ficou curioso com isso ou achou meu sonho engraçadinho. A propósito, aproveitando a abertura dos parênteses, eu também quero um pônei).

Nota: Eu fico triste ao notar que sempre que faço meus textos pros leitores estou, na verdade, falando de mim e pra mim.



 As boas novas, ou só novidades.

Não, o blog não está abandonado novamente (se é que alguém notou isso- o.k momento dramático da escritora). A demora das postagens tem uma explicação bem coerente e simples: estou de férias e quis viajar.
Pois é, queridos leitores, resolvi vir explorar minhas quase-raízes e ver o povão carioca que me dá tanta saudade (é claro que isso inclui uns chops, mar e MPB-coisa essa última que meus amigos paulistas não são muito chegados).
Normalmente, eu teria dado avisos prévios, mas foi tudo de última hora. Quando me vi, estava num ônibus preste a encarar seis horas de muita água, música, suco de uva, pessoas estranhas, tédio e muitos pensamentos chatos que não me deixam livre nunca.
E bom, aqui estou eu e, como sempre, sem avisos prévios de volta. Mas, com MUITAS saudades do povão de SP que eu, grande criatura chata e pegajosa, já fiz questão de ligar pra acordar ou atrapalhar no trabalho.
Bom, estou escrevendo meus textos nuns bloquinhos que eu trouxe e já passei todos pro computador. Aqui tem internet vinte e quatro horas por dia também, mas eu estou numa fase antitecnologia e anti certos papos (o.k, eu confessei).
Hoje titio vem pra cá e, se Deus quiser, ele me embebedará com cervejas por toda noite, belas caminhadas e conversas e mais conversas (esse lance de Lei Seca fudeu comigo, meus avós só bebem vinho em casa agora – Amarelinho perdeu seus clientes mais árduos).
O.k, então os verei em breve com meu mais novo sotaque carioca. Caraca, é só eu vir pra cá que já começo a falar “CARNEX FREXCAX e PORRRRRCA”, puta-que-pariu cadê a paulista que existe dentro de mim? O.k estou falando muitos palavrões aqui.

É isso. Segunda-feira vou dar uma visita em Belo Horizonte e ver se troco um pouco de sotaque, mas volto no dia seguinte pra cidade carioca e vamos ver quanto tempo fico por aqui.
Mas, por enquanto estou aqui relembrando os velhos tempos. Ontem mesmo fiz um jantarzinho especial pros vovôs, mas comi sozinha porque o povo daqui anda muito trabalhador (depois reclamam dos paulistas).
A propósito, mandar um beijo pro meu querido mais novo amigo carioca Fausto que me acompanhou bêbado, riu comigo das piadas do Adnet e quebrou a taça de vinho mais especial da casa (o.k, essa foi pra ele se sentir culpado).

Caraca, nunca escrevi tanto assim sobre os meus dias. Ê madrugada que está rendando (detalhe que estou escrevendo esse texto 3:23 da madrugada e, possivelmente, só o postarei de manhã).

Bom, é isso (o.k, já falei isso).
Um beijo pros cariocas, pros paulistas, pros mineiros, acrianos, etc.
Porra, que saudade do povo.
Vou parar por aqui antes que eu comece minha parte melosa. Eu, realmente, queria que as coisas melhorassem. Sou dura, beijos.
Cuidem-se.



 Indicação da Semana- O caçador de pipas.

O caçador de pipas

Publicado em 2003, “O caçador de pipas”, escrito pelo afegão Khaled Hosseini, conta a história de dois garotos de Cabul no Afeganistão: Amir (garoto rico de Cabul) e Hassan (filho de empregado).
A mãe de Amir morrera durante o parto e o mesmo crescera com seu pai, Baba, a qual tinha uma relação muito cheia de formalidades. Tinha como melhor amigo Hassan, garoto hazara filho do empregado que prestava servições à família há anos. Amir sentia-se atormentado com o fato de seu pai, dar mais atenção ao garoto hazara do que pra seu próprio filho de sangue, e o livro é rodeado de indagações de Amir e atos egoístas do mesmo, tentando arranjar alguma maneira de manter o garoto hazara num “cargo afetuoso” menor do que ele mesmo tinha em sua própria casa.
Naquela época, o ínicio do inverno de Cabul era marcado por um campeonato de pipas cujo qual Amir era um dos destaques e Hassan o melhor caçador de pipas da região. Para conquistar o carinho do pai, Amir se esforça ao máximo para ganhar a competição. Mas, é essa mesma competição que fará Amir ser testemunha de uma cena que nunca mais vai esquecer. Uma cena que fará com que traia seu melhor amigo e que lhe trará uma culpa pelo resto da vida.
Posteriormente, Amir tem a chance de se redimir de uma maneira que nunca imaginaria.

Esse livro relata a queda do Afeganistão de uma forma surpreendente. O escritor consegue transpassar o leitor para as cenas e faz com que cada leitor se imagine como personagem e sofra como tal.
Vale a pena ler.


>> O caçador de Pipas- O filme.

O caçador de pipas- O filme

Agora em janeiro de 2008 o filme do livro foi lançado. Eu, particularmente, ainda não assisti. Mas, pra quem não gosta de ler é uma boa dica da semana.
O filme tem como diretor Marc Forster e foi lançado nos EUA em janeiro do ano passado.

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Espero que tenham gostado das Indicações.
Textos por Lolita.
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 A capacidade de respirar


Quantas vezes não nos vemos beirando o abismo?
Quantas vezes nos vemos numa órbita imaginária que é tão vazia que pode estourar nossos pulmões?
Normalmente, essa mesma órbita nos deixa confusos.
Beirando o abismo e a necessidade de respirar, sentir o que está, realmente, ao nosso lado.
Sentimos o lado esquerdo pesado e junto com o peso, vem o desespero à procura do que mais anciamos.
E assim nos desesperamos.
Do desespero vem a dor,
da dor vem o chacoalho,
do chacoalho vem a raiva,
da raiva vem o medo e
do medo…
a desistência.
E isso nunca é o necessário.
Ás vezes tudo que precisamos é de ar.
Afinal, todos nós temos a tal capacidade de respirar.
Que meus pulmões fiquem felizes com essa notícia.