Ás vezes queria ser igual a todo mundo. Não fisicamente falando, mas psicologicamente.
Talvez seria bom eu ter as mesmas idéias, ter a mesma idade que a meu corpo tem… Ou talvez eu me ache adulta e diferente demais dos outros.
Ultimamente, eu não tenho tido inspiração pra nada, mas estou aproveitando um pouco mais a minha vida longe do padrão textual cujo qual eu estava sempre presente. Obviamente sinto falta disso, mas dar um tempo ao tempo que eu precisava me fez um pouco bem. É claro que os textos me inspiram, me ajudam, me acalmam… Mas, ás vezes, até o padrão se torna monótono e sem nexo. As pessoas quase nunca conseguem sair do mesmo sem se tornarem um excesso pra humanidade.
Quando me vejo igual a todo mundo, percebo que eu não me encaixaria. É meu jeito pensar demais, falar demais, ter idéias malucas, agir por impulsividade, não assumir meus erros, falar palavras complicadas, escrever tudo que eu penso, me entregar totalmente, ser estranha, mudar de humor… Assim como deve ser o jeito de alguns dos leitores, pensar de menos, falar de menos, ter idéias coerentes, pensar antes de agir, assumir todos os erros, falar palavras fáceis, não saber escrever, não se entregar, ser normal, e não mudar de humor. Cada um com seu cada qual. Cada um com seu próprio jeito.
Afinal, cada um é normal do jeito que é.
Cada um é diferente do jeito que é.
Eu posso ser normal ou diferente sem me igualar a ninguém. Simplesmente, ser alguém que é normal e diferente ao mesmo tempo.
Ser humana.
Adição: e criar textos menos repetitivos.





