Há um tempo eu estava pensando nisso e tem horas que a gente explode. Odeio julgar as pessoas, mas sou humana e erro de vez em quando fazendo isso. Mas procuro me policiar sempre. E sabe uma coisa que eu odeio quando fazem (comigo ou com qualquer pessoa)? É julgar pelos pais. Tipo: “Você conhece Fulano? ele é filho de Ciclano, que é advogado da Empresa X e a mãe é médica do Hospital Y.”
Putaqueopariu! E daà que o pai do cara é advogado e a mãe é médico? Se o pai fosse gari e a mãe doméstica o caráter do filho mudaria? Eu acho que não. Caráter é uma coisa que se constrói, independente do meio em que se vive. Nem sempre aquela frase que diz que o ambiente forma o cidadão é verdadeira. Se fosse assim, em favela só teria traficante, e em alta sociedade não teria drogado nem prostituta de luxo.
Há um tempo atrás, quando eu tinha uns 12 anos, eu acho, eu tinha umas amigas que a mãe delas era um porrezinho de vez em quando. Ela tratava as amigas bem ou mal de acordo com a posição dos pais das crianças. Ela me tratava mais ou menos, porque nãop conhecia meus pais e não sabia que meu pai era colega de profissão dela (meu pai era bancário, trabalhava no Banco do Brasil e ela também). Aì no dia que ela descobriu quem era meu pai, começou a me tratar melhor que antes. (Não que meu pai fosse o fodão do banco, mas era colega de profissão dela, uma profissão que ela achava digna de que suas filhas tivessem amizade com alguém desse “nÃvel”.)
Eu não quero que ninguém se apresente a mim como filha de “Doutor X” ou sobrinho da “Doutora Y”, quero que se apresente da mesma forma que eu quero me apresentar à s pessoas:
“Eu sou Adriana. Tenho caráter, dignidade e força pra lutar e vencer e um dia você dizer: aquela é Adriana. E é uma vencedora por seu próprio suor.”
Mudando de assunto, rapidinho
Não sei porquê cargas d’água meu blog tá com problema na bosta do Internet Explorer. Então por favor, façam como eu: adotem o Firefox como navegador.

Fazer faculdade de Turismo

26.05.08 - 16:11 |
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